O primeiro secretário de Defesa Social de Londrina, Benjamin Zanlorenci Júnior, tomou posse oficialmente na manhã de ontem. Ex-membro do gabinete do secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, Zanlorenci Júnior, que também é tenente da reserva do Exército, fez um discurso afinado com o do ex-chefe: destacou que a Guarda Municipal de Londrina, que deve começar a atuar no primeiro semestre de 2010, ''não terá papel de polícia, mas atuará de forma comunitária, em parceria com as polícias civil e militar''.
Delazari também bateu forte nesta tecla durante a entrevista coletiva que concedeu após a cerimônia de posse, destacando que os guardas londrinenses devem ser treinados por policiais militares - ''o que ressalta o espírito de parceria'' - e que o uso de armas letais deve ser feito com muita cautela. ''Arma não é brinquedo e todo mundo sabe disso'', reiterou.
Questionado se o fato de cidades do Paraná lançarem mão de guardas municipais para aumentar a segurança não seria reflexo de falta de efetivo das polícias civil e militar, o secretário de segurança pública disse que essa é ''uma análise limitada, pobre e simplista''.
''As pessoas que não conhecem segurança pública falam em aumento de efetivo como se aumentando o número de policiais resolvêssemos o problema. Não é assim. Dou um exemplo: o Rio de Janeiro tem 16 milhões de habitantes e tem mais ou menos 48 mil policiais militares (PMs). O Paraná tem 10 milhões de habitantes e tem 17,5 mil PMs. O Rio tem mais efetivo, por isso pode ser considerado referência? Lá está funcionando melhor do que aqui?'', questionou.
Porém, no decorrer da entrevista coletiva, Delazari destacou o fato de o governo estar promovendo a contratação de mais 2,5 mil PMs, aumentando o efetivo.

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