Gleisi pede orientação à PGR sobre devolução de dinheiro
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sábado, 27 de agosto de 2011
Luciana Cristo <br>Equipe da Folha 
Curitiba - A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pretende entregar amanhã uma carta à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo orientações em relação à verba que ela recebeu quando foi exonerada da Itaipu Binacional, em 2006, para concorrer pela primeira vez às eleições no Senado. A informação foi dada pela própria ministra, que esteve em Colombo, município da Região Metropolitana de Curitiba, na manhã de ontem para participar da entrega de 248 unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida.
Gleisi revelou que conversou com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na última sexta-feira. ''Como uma pessoa pública, me coloquei à disposição e também pedi que a Procuradoria me oriente neste caso'', declarou. No entanto, ela evitou afirmar que vai devolver o dinheiro recebido na época. ''Vou aguardar e seguir as orientações da PGR'', respondeu.
A ministra se disse tranquila em relação às acusações que vem sofrendo nas últimas semanas, de uso de aviões fretados em época de campanha eleitoral e do recebimento de R$ 41 mil de verba rescisória, quando deixou o cargo de diretora financeira na Itaipu.
''Estamos tentando fazer o melhor trabalho possível, representar bem o Paraná e fazer com que as coisas caminhem'', disse ela, referindo-se também ao marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Gleisi evitou comentar os boatos de que as recentes denúncias envolvendo ela e Paulo Bernardo poderiam ter partido do próprio PT, aqui do Paraná. ''Não acredito que seja uma questão de política, espero que não seja'', afirmou.
A indenização recebida por Gleisi na época da saída da Itaipu equivale à multa de 40% prevista na legislação trabalhista, mas que é paga apenas quando um funcionário é demitido de uma empresa sem justa causa. No caso da ministra, ela resolveu sair para se dedicar à campanha, por vontade própria. Durante a última semana, o diretor-geral da Itaipu Brasil, Jorge Samek, disse que a decisão de exonerar Gleisi partiu dele e que não houve favorecimento.


