Procurada pela reportagem da FOLHA logo após a divulgação da lista pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a senadora Gleisi Hoffmann (PT) disse, por meio da assessoria de imprensa, que ainda não se manifestaria sobre a abertura de inquérito para apurar o suposto envolvimento dela com o esquema de pagamento de propina investigado na operação Lava Jato. A assessoria informou que enviaria nota posteriormente.
Também investigados pelo STF, os deputados federais do Paraná Nelson Meurer (PP) e Dilceu Sperafico (PP) não foram localizados pela reportagem.
Ex-líder do PP na Câmara dos Deputados, Meurer afirmou, à tarde à Agência Estado, que se o Supremo Tribunal Federal decidisse investigá-lo poderia se associar a outros colegas na mesma situação para tentar conseguir preço mais baixo dos advogados. "Se o ministro Teori Zavascki autorizar abertura de inquérito, vou ser obrigado a ter advogado. Cada um vai defender a sua situação. O que pode haver, e não aconteceu, porque você nem sabe quem vai ficar nessa abertura de inquérito, é talvez procurar um advogado conjunto só para tentar baixar o custo", afirmou Meurer.
Para ilustrar o raciocínio, o deputado deu um exemplo com valores hipotéticos. "Por exemplo: se eu sozinho for contratar advogado, ele vai me cobrar R$ 50 mil. Mas, se eu arrumar mais três companheiros... Isso se eu estiver na lista, porque até agora é a imprensa que está falando... Eu posso pegar três companheiros e falar: olha, faz R$ 20 mil para cada um e defende os três."
Meurer deu a declaração após ser questionado se o PP iria oferecer uma defesa centralizada para todos seus filiados que, eventualmente, forem investigados. Segundo ele, caso os políticos tentem ter um único advogado, isso não terá nada a ver com a legenda. (Com Agência Estado)

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