Gleisi Hoffmann toma posse na Casa Civil
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de junho de 2011
Márcio Falcão e Ana Flor <br> <br> Folhapress 
Brasília - A petista Gleisi Hoffmann tomou posse ontem como a nova ministra da Casa Civil. Ela assume a vaga de Antonio Palocci, que perdeu força no governo desde que a Folha de S.Paulo revelou em maio que ele multiplicou por 20 seu patrimônio.
No discurso de posse, Gleisi afirmou que a sua escolha para o cargo representa ''apreço'' da presidente Dilma Rousseff pelo Congresso. ''Minha escolha não se deve apenas a minha caminhada política, mas meu trabalho de gestão pública. Ao escolher senadora a presidente manifesta apreço ao Legislativo. Sou parte da força política do Parlamento.''
Gleisi voltou a falar que sua gestão na Casa Civil terá perfil técnico. ''Fazer coordenação, gestão dos programas de governo distribuídos por todos os ministérios. É o peso da agenda que mexe diretamente com a vida das pessoas.''
Citou ainda o marido, o também ministro Paulo Bernardo (Comunicações), a quem definiu como ''companheiro de caminhada e de vida.''
Palocci
Em seu discurso de despedida, Palocci justificou ter deixado o cargo no governo para ''preservar o diálogo''. ''Minhas atividades foram sendo comprometidas pelo ambiente político, se vim para ajudar a promover o diólogo, saio agora para preservá-lo'', disse.
Dilma
Com a voz embargada, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que está triste com a saída de Antonio Palocci da Casa Civil. Referindo-se ao ex-ministro como ''parceiro de lutas'' Dilma mandou um recado para a oposição afirmando que seu governo ''jamais ficará paralisado diante de embates políticos''.
A presidente lembrou a relação pessoal que construiu com Palocci a partir de sua campanha no ano passado. ''Eu estaria mentido se dissesse que não estou triste. Tenho muitos motivos para lamentar a saída de Palocci. Motivos de ordem política, pelo papel que desempenhou na minha campanha, administrativa pelo papel que tinha e teria no meu governo. Motivo de ordem pessoal pela amizade que construímos.''
Ao comentar a escolha de sua nova ministra Gleisi Hoffmann, Dilma disse que ''ficou satisfeita com a solução'' e pediu empenho dela na agenda do governo.
''Nossos compromissos são ousados, temos que controlar a inflação, garantir rigidez fiscal, criar mais empregos, investir pesadamente educação. Assegurar que um país rico é um pais sem miséria. Nesse inicio de governo já lançamos programas fundamentais.''
Perfil
Filiada ao PT desde 1989, a futura ministra da Casa Civil foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul na gestão de Zeca do PT e secretária de Gestão Pública da Prefeitura de Londrina no primeiro governo de Nedson Micheleti (PT).
Em 2002, compôs a equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, onde seria nomeada a diretora financeira da Itaipu Binacional. Ali permaneceu até início de 2006, ano em que disputaria seu primeiro cargo eletivo. Na disputa por uma vaga ao Senado Federal, não conseguiu se eleger.
Tornou-se presidente do PT no Paraná e, em 2008, candidatou-se à prefeitura de sua cidade natal, Curitiba, mas obteve o segundo lugar, com 18,17% do votos.
Em 2010, disputou o cargo de senadora, elegendo-se como a mais votada.


