Gleisi Hoffmann é candidata favorita pelo PT ao Senado
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sábado, 18 de março de 2006
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de trezentos delegados do PT do Paraná participaram ontem da escolha da candidata do partido ao Senado. A diretora financeira da Usina de Itaipu, Gleisi Hoffmann, mulher do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), disputava a indicação com a deputada doutora Clair da Flora Martins.
Até o fechamento desta edição, ontem à tarde, a votação não havia terminado, mas Gleisi figurava como favorita entre os participantes do encontro. As duas discursaram e defenderam suas posições.
Gleisi defende a manutenção da política econômica e social do governo Lula (PT). Já doutora Clair pertence a uma ala mais radical do partido e é defensora de drásticas mudanças na política econômica do governo federal.
Segundo doutora Clair, a população já manifestou a vontade de uma mudança na política econômica. Ela argumentou que sem mudanças estruturais não haverá crescimento econômico, e disse que resolveu entrar na disputa justamente para fazer o debate. A deputada se mostrou tranquila e disse que tem o respaldo de boa parte da população.
Já a diretora de Itaipu se mostrava otimista. De acordo com ela, as políticas adotadas pelo governo federal, especialmente as sociais, estão diminuindo a pobreza e as diferenças de renda. Ela disse que o partido é maior que a crise.
O senador Flávio Arns é o candidato do PT à sucessão do governador Roberto Requião (PMDB). Em seu discurso, Arns disse que, na campanha, não vai pedir para que as pessoas não votem no candidato do PSDB à presidência (Geraldo Alckmin, governador de São Paulo), e sim em Lula. Essa foi a deixa para que o presidente do partido no Estado, o deputado estadual André Vargas, incentivasse a militância a fazer panfletagem e defender as ações do governo Lula.
''A oposição vai aumentar o tom das críticas. Vamos aquecer as turbinas'', resumiu Vargas, que não perdeu a oportunidade de alfinetar o governo Requião através do projeto do deputado Tadeu Veneri (PT), que proíbe o nepotismo nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Vargas disse que se o projeto for aprovado o governador terá que exonerar os parentes da administração estadual.
Também participaram do evento o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, o prefeito de Cruzeiro do Oeste, Zeca Dirceu (filho do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu) e o deputado estadual Ângelo Vanhoni (candidato derrotado à Prefeitura de Curitiba), entre outros.
O prefeito de Londrina disse que o PT está reorganizado e pronto para a disputa eleitoral, apesar da crise política.
Os dirigentes do PT destacaram, ao longo do encontro, que o PT tem a chance de eleger a primeira mulher para o Senado pelo Paraná. Nas eleições deste ano, apenas uma vaga para senador será disputada no Paraná: a do senador e ex-governador do Paraná Alvaro Dias (PSDB).


