Curitiba - As duas vagas ao Senado ficaram com Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) que conseguiram, respectivamente, 3.196.468 votos (29,50%) e 2.691.557 votos (24,84%). A última pesquisa Ibope, divulgada um dia antes do pleito, já indicava que Gleisi ultrapassava Requião, mas ao longo da campanha eleitoral o peemedebista permaneceu na liderança em todos os levantamentos de intenção de voto. Outra surpresa foi o terceiro colocado, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), que permaneceu distante dos dois primeiros lugares ao longo da campanha eleitoral, segundo os institutos de pesquisa, mas as urnas mostraram o tucano próximo de Requião. Fruet obteve 2.502.805 (23,10%). Já Ricardo Barros (PP) fez 2.190.539 (20,22%).
  Ontem, em entrevista à FOLHA DE LONDRINA, Fruet reclamou da influência da pesquisa: ‘‘Mostravam a minha candidatura sempre 20 pontos atrás do segundo lugar. É um crime contra a democracia. A divulgação de uma pesquisa na véspera da eleição desanima todo mundo’’. Fruet também afirmou que foi o ‘‘último a começar a campanha eleitoral’’ e que parlamentares pouco investiram no seu nome. ‘‘Eu tinha uma estrutura pequena’’, comentou ele.
  Já Requião, via assessoria de imprensa, informou que estava ‘‘positivamente surpreso’’ com o desempenho do adversário tucano e afirmou que era uma ‘‘votação digna de seu pai’’, o ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet. Também via da assessoria de imprensa, Requião lamentou a derrota de Osmar Dias (PDT) e disse que irá agora intensificar seu apoio à presidenciável Dilma Rousseff (PT), que foi para o segundo turno com José Serra (PSDB).
  Também em entrevista à FOLHA, Gleisi, que é a primeira mulher no Senado pelo Paraná, afirmou que sua votação é ‘‘uma grande respon-sabilidade’’, mas lamentou a derrota de Osmar Dias (PDT). ‘‘Eu fiquei triste. O Paraná perdeu a oportunidade de elegê-lo’’, disse ela.

mockup