Gleisi e Pilotto registram chapas
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sexta-feira, 04 de julho de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - A senadora Gleisi Hoffmann (PT) e o sociólogo Bernardo Pilotto (Psol) foram os primeiros candidatos ao governo do Paraná a homologar, ontem, suas candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Até as 12h30, horário em que se encerrou o atendimento no órgão, devido à realização do jogo do Brasil, as outras seis chapas que anunciaram a intenção de concorrer ainda não haviam feito o registro.
Conforme a legislação, o prazo termina hoje. Segundo a assessoria de imprensa do TRE, o setor de protocolos abre ao meio-dia e fecha às 19 horas, mas, caso haja fila, a entrega da documentação pode prosseguir até o fim da noite.
Além dos nomes dos integrantes das coligações, com as respectivas declarações de bens, os postulantes aos cargos de governador, vice-governador, senador, deputados federais e deputados estaduais precisam informar o teto dos custos de campanha.
Aos concorrentes ao Palácio Iguaçu Gleisi, Pilotto, Beto Richa (PSDB), Geonísio Marinho (PRTB), Ogier Buchi (PRP), Roberto Requião (PMDB), Rodrigo Tomazini (PSTU) e Túlio Bandeira (PTC) - é exigida ainda a prévia do plano de governo. Silvana Souza (PCB) também chegou a se lançar candidata, porém, acabou desistindo da disputa.
GASTO MÁXIMO
COM CAMPANHA
A petista irá concorrer pela coligação "Paraná Olhando Pra Frente", que conta com PT, PDT, PCdoB, PTN e PRB. Até agora, porém, apenas ela e o vice entregaram suas documentações no TRE. Os demais integrantes da chapa devem fazer o mesmo hoje. A previsão de gastos é R$ 36 milhões para o governo e R$ 9 milhões para o Senado, cujo candidato será Ricardo Gomyde (PCdoB).
Já o Psol, que não irá coligar nem na majoritária nem na proporcional, tem como tetos R$ 500 mil para o governo e R$ 50 mil para o Senado (Luiz Piva é o candidato). De acordo com a legenda, o dinheiro só virá de pessoas físicas e doações pela internet.
A FOLHA também procurou os outros candidatos, para saber quanto pretendem gastar nas disputas ao governo e ao Senado. O PSTU informou que seu teto será de R$ 25 mil e R$ 20 mil, respectivamente, e que, assim como o Psol, tem como filosofia não aceitar dinheiro de bancos ou grandes corporações.
O PRTB disse que gastará no máximo R$ 2 milhões e R$ 1 milhão para cada disputa majoritária, mesmos valores estabelecidos pelo PTC. O PRP, por sua vez, definiu R$ 2,5 milhões para cada um dos dois cargos.
Na ata da sua convenção, o PMDB definiu como limite R$ 30 milhões para Requião e a vice, Rosane Ferreira (PV), e R$ 30 milhões para Marcelo Almeida e seus suplentes a senador.
A assessoria de imprensa do PSDB informou que o jurídico do atual governador, cuja coligação é formada por 17 legendas, ainda estava analisando ontem os últimos detalhes antes de confirmar os números.


