A senadora Gleisi Hoffmann (PT) disse ontem, por meio de nota, que "jamais manteve qualquer contato com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef" e que não existem irregularidades nas doações que recebeu para a campanha de 2010. Ainda, conforme a nota, Gleisi colocou os sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição da Justiça.
Ela reforçou os argumentos que havia apresentado à imprensa no mês passado, quando o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou que Gleisi teria recebido R$ 1 milhão de Youssef para disputa pelo Senado, quando ela conquistou uma vaga. A petista afirmou, ontem, que a prestação de contas daquela campanha "foi aprovada, sem qualquer ressalva, pela Justiça Eleitoral". Quanto à delação de Costa, Gleisi disse que "não teve acesso ao processo, não sabe o contexto que seu nome foi citado, ou sequer se a citação existe de fato".
Também citado na delação premiada feita pelo ex-diretor da estatal, o deputado federal Nelson Meurer (PP), confirmou à reportagem da FOLHA ter recebido da Queiroz Galvão, uma das empresas investigadas na operação Lava Jato, R$ 500 mil. O dinheiro, disse ele, foi viabilizado pela Executiva nacional do PP, partido que indicou Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras. "Nunca tive contato com o Costa ou com a empreiteira. Eu pedi ajuda ao partido para a campanha e a Queiroz acabou doando pra mim em duas parcelas. Está tudo registrado e aprovado na minha prestação de contas", disse o deputado paranaense reeleito para a próxima legislatura. Segundo Meurer, "a Queiroz é que tem que explicar sobre a origem do dinheiro".

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