Curitiba - A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi hostilizada por um grupo de manifestantes com cartazes, narizes de palhaço e máscaras do juiz Sérgio Moro quando participava de uma audiência pública em Curitiba, na manhã de manhã. Na chegada ao aeroporto de Curitiba, na quinta, ela já havia sido alvo de protestos de pessoas a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Quando Gleisi começou sua fala na audiência, que debate a situação dos imigrantes no país e políticas públicas para este grupo, parte do público ao fundo do auditório na Assembleia Legislativa ficou em pé e ergueu cartazes contra o PT e a senadora, com frases como "filha ingrata do Paraná" e "impeachment Já".

No meio do discurso da senadora, marcado por gritos de um lado e pedido de silêncio em outro, o grupo de verde e amarelo começou a cantar o hino nacional, cobrindo a fala de Gleisi. Neste momento, outro grupo de apoio à senadora começou a gritar "Não vai ter golpe!" e iniciou-se um bate-boca entre eles. Seguranças se aproximaram para evitar agressões. Um dos coordenadores da mesa negociou com os grupos para poderem se sentar e a palestra prosseguir.

Gleisi permaneceu ao centro da mesa, no palco. Enquanto sírios e haitianos falavam, pedindo por apoio em educação, saúde e segurança, o grupo anti-Gleisi gritava ao fundo: "Nós também precisamos!". Em outro momento, quando o palestrante citou que, à exceção dos índios, todos os brasileiros são fruto de imigrantes, o mesmo grupo: "Eu não! Eu nasci aqui!".

LAVA JATO
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o indiciamento da senadora e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, por suspeita de terem recebido R$ 1 milhão no esquema de corrupção da Petrobras. Em acordo de delação premiada, Antonio Carlos Fioravante Pieruccini, investigado na Lava Jato, contou em depoimento que fez quatro entregas de dinheiro a um empresário ligado ao PT do Paraná. Na quarta-feira, a defesa da senadora ingressou com uma reclamação questionando o indiciamento, alegando que a PF fere o entendimento do STF que proibiu a polícia, em 2007, de fazer, por conta própria, o indiciamento de autoridades com foro privilegiado.

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