Gionédis rejeita cálculo de Alvaro
Gionédis rejeita cálculo de Alvaro
O secretário da Fazenda do Paraná, Giovani Gionédis, considerou simplista o cálculo feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB) sobre a venda da Copel, que, segundo Álvaro, renderia apenas R$ 992 milhões.
Segundo Gionédis, Alvaro não poderia tomar como base para o estudo o patrimônio líquido da Companhia. O que vale em privatização não é a quantidade de ações e sim o controle acionário. Esse controle é que tem valor e é responsável pelo ágio, afirmou. Gionédis disse que espera arrecadar no mínimo R$ 3 bilhões com a venda.
Gionédis disse ainda que a dívida de R$ 500 milhões que a Copel tem com o Estado, contraída no mandato do ex-governador Roberto Requião (PMDB), está sendo paga, com prazo de 30 anos, e que não há obrigatoriedade de escontar o valor no negócio. Alvaro havia afirmado que a dívida roubaria significativa fatia da resultado da venda.
Gionédis disse ainda que não será mais preciso a caução das ações da Copel junto ao Banestado por causa da aquisição de títulos públicos podres adquiridos pelo governo. Ele lembrou que o Senado autorizou a União a financiar por dez anos o rombo deixado pelos Estados e municípios com a emissão irregular de títulos. O Paraná tinha um mico de R$ 500 milhões proveniente da compra, em 96, de títulos públicos emitidos por Santa Catarina e Alagoas e por Osasco e Guarulhos (SP). Essa decisão tornou líquidos nossos títulos e não há mais dívida, afirmou.
A última contestação de Gionédis é sobre risco de Paraná não receber nada pela venda da Copel, já que a legislação possibilita o pagamento em TDAs ou em precatórios. O secretário disse que esse mecanismo é previsto na legislação federal, mas, no Estado, o pagamento será apenas em dinheiro. (P.Z.)





