Gionédis pede calma a Neco Garcia
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sexta-feira, 06 de junho de 1997
Leandro Donatti 
Curitiba
Arquivo FolhaLobbyGarcia: presidente do Banestado não gostou do abaixo-assinado para manter assessorO presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid (Neco Garcia), levou o primeiro pito na direção do banco. O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, chamou Garcia ontem, no seu gabinete, para pedir que o presidente do Banestado mantenha uma relação de cordialidade com a Assembléia Legislativa.
Tudo por conta das declarações feitas por Garcia, durante a sua posse, na última quinta-feira. O presidente do Banestado não gostou do abaixo-assinado organizado na Assembléia Legislativa que avançou o sinal e pediu a manutenção do diretor de Produtos e Serviços, Valmor Piccolo, no Banco. Irritado, Garcia deixou claro que o Banestado fica sob o seu comando, assim como a Assembléia sob o dos deputados.
Ofendidos, os deputados ameaçam entrar na próxima segunda-feira com um projeto de lei que emenda o artigo que trata das competências privativas da Assembléia. Além de interferir na escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas, dos interventores em municípios sob suspeição e dos titulares de cargos que a lei vir a determinar, os parlamentares querem influir ainda na escolha dos diretores do Banestado e de suas subsidiárias.
Foi pura falta de experiência. Ele (Neco) falou sem pensar, tentou minimizar o secretário da Fazenda, fazendo uma média com a Assembléia. Gionédis garante que Garcia vai conversar com o presidente Aníbal Khury (PTB) na semana que vem. Foi um deslize contornável, diz. Apesar do pito, o secretário sai em defesa de Garcia. Diz que é contra a ingerência legislativa no sistema bancário e que é o Banco Central quem tem competência para tratar desses assuntos, avalia.
O episódio não demoveu o presidente do Banestado, Neco Garcia, que voltou a reforçar ontem o seu ponto de vista. Disse que cada um sabe das suas responsabilidades e que há uma interdependência entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Se acharem que é correto, que façam as alterações constitucionais que bem entendam, observa.


