Curitiba - O ex-secretário estadual de Fazenda Giovani Gionédis, atual presidente do PSC no Paraná, nega que tenha assumido o controle do partido para dar suporte ao grupo de Jaime Lerner e refuta qualquer possibilidade de acordo com o PFL do governador. ‘‘Nem que a vaca tussa, farei acordo com o PFL’’, disse Gionédis.
Segundo ele, o PFL é uma sigla que não mede esforços para se manter no poder. ‘‘Isso mostra que o partido não tem uma posição definida.’’ Depois de sair do PDT, acompanhando Lerner, Gionédis se filiou ao PFL, e há quem atribua sua saída da Secretaria da Fazenda a pressões da cúpula nacional do partido. ‘‘Achar que o PFL interferiu no processo é admitir uma fraqueza do governador no caso, pois teria aceitado pressão de fora para demitir um secretário. E eu não quero admitir a hipótese de que o PFL mandava no governador’’, afirmou.
O ex-secretário diz que sua saída ocorreu devido a uma conjuntura de fatores, porque sua atuação à frente da pasta contrariava interesses de pessoas influentes no governo. Ele não quis dar o nome dos seus algozes, mas admite que foi traído.
As declarações do ex-secretário foram dadas ontem, durante o programa Canal Exclusivo, apresentado em parceria com a Folha na TV Exclusiva. O programa vai ao ar todos os sábados às 13h30 e é reprisado hoje, às 12h30. A TV Exclusiva pode ser sintonizada pela TVA no canal 19 ou em UHF, no canal 59.
Apesar de ter sido demitido por Lerner, Gionédis garante que não guarda mágoas e que na sua campanha ao governo do Estado não fará oposição à administração estadual.
As maiores críticas ao ex-chefe se referem à falta de uma reforma da máquina administrativa. Na opinião do ex-secretário, o Estado deveria fazer um enxugamento profundo da estrutura, extinguindo não só secretarias, como também reduzindo a presença da estrutura da administração no Interior do Estado.
Apesar de ser considerado o secretário com maior poder no governo, Gionédis disse durante a entrevista, que não teve poderes para fazer as mudanças necessárias. ‘‘Estive à frente da pasta durante três anos e meio e apresentei um programa de ajuste fiscal, mas não consegui colocá-lo em prática’’, garantiu.

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