Gionédis faz questão de depor
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de março de 1997
Sucursal de Curitiba 
O secretário chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, disse ontem que está disposto a ir até Brasília para depor na CPI dos precatórios e esclarecer os questionamentos levantados pelo senador Roberto Requião em relação a compra de títulos feitos pelo Banestado. Estou cansado de ficar respondendo essas questiúnculas do Requião todo dia pela imprensa. Faço questão de ir a CPI para responder tudo de uma vez, afirmou o secretário.
Gionédis acusou o relator de fazer politicagem com a CPI, tentando envolver o governo do Paraná com fins eleitorais. Ele está tentando criar uma falsa ilusão de que o Banestado perdeu dinheiro, o que não é verdade, garantiu.
Segundo o chefe da Casa Civil, as operações feitas no mercado secundário pela corretora do Banestado com títulos estaduais e municipais são comuns, legais e foram feitas também por outras instituições como o Banco do Brasil. Quem comprou esses títulos no mercado secundário não tem responsabilidade por irregularidades eventualmente cometidas quando eles foram emitidos, explicou.
Para Gionédis, a CPI tem que apurar a responsabilidade pelos precatórios irregulares na origem, além de descobrir por que a emissão deles foi autorizada pelo Banco Central e pelo Senado. Ele (Requião) que ache onde foram parar os cheques do Wagner Ramos, disse o secretário, referindo-se ao ex-procurador da dívida pública do município de São Paulo, apontado pela comissão como o principal beneficiário na intermediação dos precatórios.


