Gionédis culpa Lei Kandir pelo endividamento do PR
Algumas Associações de Pais e Mestres no Estado estão sendo acionadas na Justiça por conta de dívidas com empreiteiras e fornecedores de equipamentos de informática. As APMs ficaram sem o repasse prometido pelo governo. Segundo o secretário da Fazenda do Paraná, Giovani Gionédis, a Lei Kandir teria grande responsabilidade pelo endividamento do Estado. Em 97, perdemos R$ 170 milhões e, em 98, R$ 200 milhões, muito mais do que nossa dívida com fornecedores.
Garotinho promete retomar o pagamento a fornecedores e prestadores de serviço a partir de março, mas só depois de concluídas as auditorias em cada contrato assinado. Numa situação curiosa, os credores de Garotinho sustentam que sua dívida resultante de obras é menor do que os R$ 500 milhões declarados. O presidente da Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aerj), Francis Bogossian cobra apenas R$ 150 milhões em débitos com empreiteiras. Segundo o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada, Luiz Fernando Santos Reis, a dívida com construtoras é de R$ 200 milhões.
O que nos preocupa é que a demora dos pagamentos pode ser fatal para a grande maioria das empresas, declarou Reis. A moratória decretada por Itamar aos fornecedores acaba em abril, mas não há previsão de retomar os pagamentos. Segundo a equipe econômica, diante da grave situação financeira a intenção é manter só o custeio crítico do Estado - compra de combustível, comida de presos, material hospitalar.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada em Minas (Sicepot-MG), Emir Kadar, diz que as obras estão paradas desde o fim do ano passado. Desde novembro, nosso setor demitiu 15 mil empregados por falta de repasse de verba do Estado, afirmou.
Em São Paulo, de acordo com a Apeop, o número de empregos diretos originados nas obras públicas no mês passado foi 15,23% menor comparado a igual período de 1998. Há uma expectativa de queda no faturamento do setor de 24% a menos do que 98.





