Ao encerrar o julgamento da Publicano 4 durante sessão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (25), o ministro Gilmar Mendes voltou a atacar o Ministério Público do Paraná com palavras dirigidas ao coordenador do Gaeco, o procurador de Justiça Leonir Batisti. Gilmar leu reportagem publicada pela colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, em julho de 2019, que relata que Leonir Batisti é acusado de suposto assédio sexual de uma investigação que já foi arquivada pelo TJ (Tribunal de Justiça) do Paraná. No pronunciamento desta terça, Gilmar citou episódios de alcoolismo envolvendo outros promotores do Ministério Público da comarca de Londrina.

Gilmar Mendes divulgou nota de esclarecimento em que se desculpa por ter chamado Leonir Batisti de bêbado. Ao realizar o esclarecimento, o ministro contou que confundiu as notícias. "Assim, gostaria de aproveitar a presente oportunidade para esclarecer a verdade. Diferentemente do que afirmei, o chefe do Gaeco do Paraná de fato não foi flagrado embriagado em uma blitz. O delito a respeito do qual ele é investigado é o de assédio sexual por ter praticado conduta inadequada em relação a uma assessora do Conselho Superior do Ministério Público do Estado. “

Imagem ilustrativa da imagem Gilmar Mendes volta a atacar coordenador do Gaeco no Paraná
| Foto: STF

A respeito das declarações efetuadas pelo ministro Gilmar Mendes, o Ministério Público do Paraná emitiu nota. "O MP entende ser lamentável que, novamente, afastando-se da liturgia da elevada representação da justiça que sua toga ostenta, o ministro Gilmar Mendes ataque membros do MP que bem desempenham seu mister público, com referências a fatos que fogem de sua funcionalidade e que ganharam os encaminhamentos devidos, acabando por, contrariamente ao espírito republicano, atingir a própria instituição quando esboça críticas à sua atuação desprovidas de propósito."

Ainda em nota, o MP diz que em relação ao fato imputado ao procurador de Justiça Leonir Batisti, ele foi alvo de novo e infundado ataque. O procurador de Justiça, por meio da assessoria de imprensa, esclareceu que a acusação contra ele foi objeto de escorreita investigação, já arquivada pelos órgãos competentes, inclusive pelo TJ "em virtude da inexistência de qualquer prática delitiva". "Desta forma, as declarações agora reiteradas a pretexto de retratação não correspondem à realidade e em nada contribuem para a manutenção da necessária harmonia entre as instituições responsáveis pela defesa da democracia e dos direitos da população", finaliza.

Imagem ilustrativa da imagem Gilmar Mendes volta a atacar coordenador do Gaeco no Paraná
| Foto: MPPR

Pelo primeiro episódio de ofensas de Gilmar em 2019, Batisti moveu ação de indenização por danos morais contra a União, argumentando que sua honra foi violada pela fala do ministro.

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