Brasília - O ex-advogado-geral da União Gilmar Ferreira Mendes, toma posse hoje à tarde no Supremo Tribunal Federal (STF), na condição de terceiro ministro indicado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele é conhecido especialmente por participar da elaboração de medidas provisórias polêmicas, defender com veemência teses governistas e protagonizar bate-bocas com membros do Judiciário e do Ministério Público Federal e com advogados.
Seus colegas no STF elogiam a sua formação acadêmica, dizem que ele dará grande contribuição aos debates no tribunal, mas temem que, na função de juiz, ele mantenha a defesa apaixonada de suas convicções. Nos últimos meses, desde que a sua indicação para o Supremo se tornou bastante provável, Mendes evitou se envolver em confrontos.
Procurador da República licenciado, ele é um antigo colaborador do governo FHC. Foi subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil de 1996 a 2000 e advogado-geral da União durante quase dois anos e meio. Antes, defendeu o ex-presidente Fernando Collor durante o processo de impeachment.
O novo ministro, que é bacharel em direito pela Universidade de Brasília e doutor pela Universidade de Munster, na Alemanha, entregou ontem a FHC um balanço de sua passagem pela AGU, indicando que obteve uma economia de R$ 9,1 bilhões de janeiro de 2000 até maio deste ano com vitórias judiciais e revisão de cálculo de precatórios.

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