Brasília - O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-advogado-geral da União, Gilmar Mendes, teve ontem estréia discreta no plenário da Corte. Na discussão e julgamento de dois casos, apenas assistiu aos debates. Não pôde votar porque, no passado, analisou os fatos como advogado. No julgamento da primeira ação do dia, sobre um processo de desapropriação, ele se deu por impedido. Em outro debate, sobre o pagamento de impostos por distribuidoras de combustível, Gilmar também não pode julgar.
No intervalo da sessão de julgamentos, o novo ministro do STF, afirmou que estava muito tranquilo: ‘‘É uma função de muita responsabilidade, mas me preparei a vida toda para lidar com assuntos constitucionais’’, afirmou. ‘‘E vocês sabem que estou bem preparado’’, disse Gilmar a jornalistas.
Gilmar Mendes concordou que, em alguns casos, terá de se declarar impedido de participar do julgamento devido a sua atuação como advogado-geral da União. Entre eles, estão eventuais ações envolvendo consequências do programa de racionamento de energia empreendido pelo governo federal no ano passado e defendido por ele.

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