Os advogados do prefeito afastado de Maringá, Jairo Gianoto (sem partido), conseguiram um prazo de mais seis dias para apresentar a defesa dele na Comissão Processante (CP) da Câmara de Vereadores. O prazo, contando a partir da publicação da convocação de Gianoto, venceu ontem. Mas um dos advogados de defesa, Antônio Mansano Neto, conseguiu prorrogar a data alegando a falta de aprovação da ata da reunião que resultou na criação da CP, no dia 9 de novembro.
O advogado foi à Câmara na sexta-feira da semana passada e descobriu que a ata não estava aprovada. Como só conseguiu as cópias que necessitava na quarta-feira, solicitou e conseguiu da própria CP mais seis dias para a defesa. Gianoto deve apresentar por escrito seus argumentos sobre a acusação de envolvimento com o desvio de recursos públicos. O novo prazo vence na quarta-feira.
A defesa pode arrolar 10 testemunhas. A CP terá então mais cinco dias para emitir um parecer sobre a continuidade do processo. O vereador Aldi Cezar Mertz (PDT) acredita que, apesar da defesa ter conseguido mais alguns dias, será possível propor a cassação do prefeito afastado até o próximo dia 30, quando os trabalhos da CP se encerram.
Gianoto é acusado pelo Ministério Público (MP) de envolvimento no desvio de R$ 549 mil. Ele teve os bens indisponibilizados, foi afastado judicialmente e sofre ação penal que corre no Tribunal de Justiça. O nome de Gianoto foi incluído em uma ação que já corria na Justiça local acusando o ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi, e três servidores.
Os quatro estariam envolvidos no desvio de R$ 2,6 milhões da prefeitura de dezembro de 98 a março do ano passado. Paolicchi e os servidores respondem também ação criminal por peculato, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O ex-secretário está com prisão preventiva decretada e foragido desde o dia 17 de outubro.

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