Gestão pode abrir licitação para merenda ainda este ano
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de dezembro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Secretaria Municipal de Gestão Pública deve apresentar ao prefeito Nedson Micheleti (PT) até o próximo dia 15 - duas semanas antes do encerramento do mandato - uma proposta de edital para o contrato da merenda fornecida às pastas de Educação, Obras, Gestão e Saúde.
O estudo é feito por uma comissão formada por cinco funcionários da Educação, Gestão e Procuradoria Jurídica, grupo constituído por recomendação do controlador do Município, Mílson Dias. O contrato que estava vigente com a empresa SP Alimentos, de São Paulo, se encerrou no final de outubro, mas foi prorrogado por mais 12 meses, em caráter emergencial, pelos mesmos R$ 10,4 milhões do contrato anterior.
A secretária de Gestão Pública, Maria José Barbosa, negou que a apresentação de uma proposta de edital ainda este mês sinalize pressa nos encaminhamentos do processo licitatório, uma vez que o atual contrato pode vigorar até outubro de 2009. ''Dificilmente a licitação sai este ano; não dá mais tempo - pode-se até iniciar o processo, se a comissão assim o entender, mas ele não é finalizado este ano'', declarou. Indagada se esse tipo de decisão - afinal, o contrato da merenda, senão o maior, é um dos maiores da administração direta - não deveria caber ao futuro prefeito de Londrina, a secretária respondeu: ''Não há pressa, o edital vem sendo discutido há algum tempo, já. E somos secretários até 31 de dezembro'', encerrou, ressalvando que ''é a comissão que vai dizer se essa licitação deve ou não ser aberta este ano''.
Maria José ainda rechaçou que já tenham sido discutidos valores e tempo de eventual novo contrato - nos bastidores, esta semana, surgiram os números de R$ 60 milhões para cinco anos. ''Não tenho conhecimento.''
A presidente do Conselho Municipal de Merenda Escolar, Andreliane Godoy, reclamou do tempo definido pela Gestão para apresentação da proposta. ''Eles nos deram prazo de até 17 de novembro para as colaborações, mas não tínhamos nem mesmo uma minuta do edital para discutir - e temos um documento tirado por diretores der escolas, por exemplo, em que está explicitada a procupação com a fiscalização do serviço, a presença de mais nutricionistas e a qualidade do alimento fornecido'', enumerou.


