Gerson afirma que sabia dos riscos de cassação de diploma
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terça-feira, 07 de julho de 2015
Luís Fernando Wiltemburg<br> Reportagem Local 
No aguardo da declaração de vacância na Câmara, Gerson Araújo (PSDB) disse ontem que não concorda com a postura de seu colega de partido, Amauri Cardoso, e afirmou não se arrepender de ter assumido a Prefeitura de Londrina, mesmo ciente do risco que corria de ter seu diploma cassado.
Questionado qual avaliação ele faz do pedido ter partido de outro tucano, Gerson afirmou que seu companheiro de partido tem todo o direito de fazê-lo. "Mas eu não me utilizaria dessa situação", ressaltou.
O vereador também diz que não se arrepende da decisão de assumir a prefeitura dezessete dias antes do pleito e que sabia dos riscos, mas que assumiu "porque a cidade pediu". De acordo com ele, várias associações e entidades reuniram-se com ele e pediram que assumisse o posto naquele momento.
Em uma avaliação rápida, Gerson também vê avanços no pequeno período, de cerca de cem dias, que permaneceu no comando do Executivo. Para ele, houve a "pacificação da cidade" e foi possível restabelecer parte do caixa, que estava no vermelho.
A sequência de ocupação do cargo de chefe do Executivo, em caso de vacância, é o seu vice e, em seguida, se necessário, o presidente do Legislativo. Na impossibilidade deste, uma eleição indireta é feita dentro da própria Casa Legislativa.
O procurador jurídico da Câmara, Miguel Angelo Aranega Garcia, que atuou no mesmo cargo no segundo biênio da legislatura passada, confirmou que a possibilidade de uma ação contra a diplomação de Gerson foi alertada à época.


