Gerente acusado de desviar material da CMTU é afastado
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2000
Lino Ramos de Londrina 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) afastou por 20 dias o gerente de Sistema Viário da companhia, Miguel Esteves Petriv, acusado de desviar material e utilizar mão-de-obra da companhia em uma chácara particular. O cargo será ocupado interinamente pelo funcionário Gilmar Domingues Pereira. Segundo o diretor de Trânsito da CMTU, Moysés Cardeal da Costa, uma comissão formada por três funcionários de carreira vai investigar as denúncias.
Na sexta-feira, auditores da prefeitura estiveram na chácara de Petriv - próximo ao Rio Tibagi - em Ibiporã (14 km a leste de Londrina), onde encontraram uma motoserra da CMTU, placas de sinalização e postes utilizados na instalação de semáforos. Segundo o auditor Sadi Chaiben, os indícios demonstram que o material pertence à prefeitura.
Costa informou que a comissão terá dez dias para concluir as investigações. Segundo ele, o afastamento de Petriv é previsto pelo Estatuto do Servidor. Diante das denúncias de irregularidades não havia outra alternativa senão afastá-lo, afirmou. De acordo com Costa, Petriv alegou que a denúncia é infundada.
O funcionário da frente de trabalho da prefeitura, José Nunes de Santana Pereira (que na sexta-feira estava na chácara de Petriv) teve seu cartão-ponto recolhido e também foi afastado por 20 dias. Em depoimento ao delegado de Ibiporã, José Antonio Zuba de Oliva, Pereira afirmou que há dois anos prestava serviços na chácara do gerente da CMTU e recebe da prefeitura. Emerson Petriv, filho do afastado, alegou que as denúncias são infundadas e que seu pai está sofrendo perseguição política.
A promotora de Defesa do Patrimônio Público de Ibiporã, Clemen Silvia de Lara Pires Batista Gomes, recebeu ontem de Zuba um comunicado sobre o boletim de ocorrência registrado sexta-feira pelos auditores e prometia remeter a denúncia ao MP de Londrina ontem mesmo. Petriv é acusado de peculato.
Em junho deste ano, ele foi denunciado pelo MP por envolvimento com desvio de recursos públicos. A ação envolveu 38 réus. A denúncia teve como base 23 licitações fraudulentas que chegavam a R$ 3,3 milhões.


