Genro promete resolver reivindicação da PF
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quarta-feira, 28 de março de 2007
Das agências 
Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, espera para breve uma decisão do governo sobre as reivindicações de reposição salarial de 30% feitas pelos policiais federais. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) decidiu realizar ontem uma paralisação de advertência de 24 horas para forçar a negociação com o governo. ''A negociação está começada, a mesa está instalada e, se Deus quiser, vamos resolver isso pela negociação e pelo diálogo do governo, do Ministério do Planejamento, com as entidades'', afirmou o ministro.
O ministro disse que, de acordo com as informações recebidas durante todo o dia, a paralisação não afetou os serviços. ''As informações que tenho são de que foi um movimento normal'', afirmou.
A paralisação dos policiais federais no país, que começou às 8h30 de ontem e termina na manhã de hoje. A categoria protesta contra o não-cumprimento de um acordo salarial fechado com o antecessor do ministro Tarso Genro, Márcio Thomaz Bastos. Conforme o acordo - negociado em fevereiro de 2006 -, os policiais federais receberiam 60% de reajuste dividido em duas parcelas. A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) reclama que somente a primeira parcela de 30% foi paga. A segunda, prometida para dezembro de 2006, ainda não saiu.
Representantes da categoria se reuniram ontem com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão), mas não chegaram a um acordo para o fim da manifestação. Bernardo afirmou que o governo federal vai analisar a reivindicação de reajustes salariais e considerou o movimento ''um pouco precipitado''. Ele negou que a promessa de aumento salarial tenha sido efetivada pelo governo. ''Vocês não vão achar que nós saímos por aí prometendo reajustes para todo mundo. Nós queremos fazer isso avaliando aquilo que é reivindicado, se é justo. Se tem procedência a reivindicação, pode ser atendida, se nós tivermos também recursos para isso.''
Bernardo evitou comentar os percentuais de reajuste defendidos pela categoria. ''É precipitado falar em percentual, nós temos que ouvi-los, eles têm que apresentar as reivindicações. Nós vamos ouvir e vamos fazer. O que nós estamos querendo na verdade nessa coisa de servidores públicos é ter um planejamento de mais longo prazo'', afirmou.
Segundo levantamento da Fenapef, somente os policiais federais dos Estados de Alagoas e Santa Catarina não aderiram à paralisação. Com o movimento, os serviços de investigação e de emissão de laudos periciais foram suspensos. Os setores de emissão de passaportes também pararam, exceto para pessoas que tinham viagens marcadas para ontem e hoje. Com o fim da paralisação hoje, os policiais federais devem começar a fazer assembléias para avaliar o movimento. Há possibilidade de a categoria marcar uma greve geral.


