Genoíno tenta apagar fogo no PT do Paraná
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sexta-feira, 31 de outubro de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente nacional do PT, José Genoíno, desembarca hoje em Curitiba com uma missão: articular um consenso na escolha do candidato à Prefeitura de Curitiba, evitando assim a decisão nas prévias e por consequência desgaste interno. Nenhum dos dois interessados em disputar a sucessão de Cassio Taniguchi (PFL) no próximo ano o líder do governo na Assembléia Legislativa, Angelo Vanhoni, e o deputado federal Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha quer abrir mão da pré-candidatura.
Genoíno chega pela manhã à Capital. Na agenda, a reunião com os petistas do Paraná está marcada para as 9 horas, no Hotel Mabu. Mas não será desta vez que Genoíno conseguirá colocar Vanhoni e Rosinha frente a frente. Rosinha, integrante da ala mais radical do partido, não pretende aparecer na reunião no Hotel Mabu. Ele vai passar o final de semana em Maringá, onde acontece a Conferência Estadual da Democracia Socialista, uma das correntes mais à esquerda dentro do PT. Os petistas do Paraná já estão preparados para uma conversa sem a presença do deputado federal sinal de que a possibilidade de consenso fica cada vez mais distante.
Por enquanto, Vanhoni é considerado o nome mais viável, por ter condições de aglutinar outros partidos em uma eventual coligação. Sua pré-candidatura tem o apoio de um setor do PMDB, do qual faz parte o irmão do governador Roberto Requião (PMDB) e secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, e o presidente municipal do PMDB, Doático dos Santos.
O presidente estadual do PT, deputado André Vargas, adiantou ontem que o encontro desta manhã será ''informal''. ''A meta é um consenso'', afirmou. Nos bastidores, porém, os petistas sabem do risco de a decisão só sair na prévia, hipótese que traria complicações internas. O partido pretende definir o nome ainda este ano.
Nos últimos dias, Vanhoni tem se mostrado confiante em um acordo. Ele quer ser o candidato a prefeito do partido, e defende uma aliança com PMDB, PTB, PL e outros aliados. Vanhoni avalia que, apesar de ter desempenho melhor nas pesquisas, Rosinha também tem chances de se viabilizar. Na opinião de Vanhoni, a escolha do candidato depende de consenso no partido. Ele defende que as negociações sejam feitas com cuidado, para não deixar sequelas no PT.
Além de Genoíno, Vargas e Vanhoni, são esperados para a reunião o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti; o diretor brasileiro de Itaipu, Jorge Samek; e o deputado federal Paulo Bernardo.
A Folha telefonou ontem para Rosinha, mas não conseguiu contato através do celular. Sua assessoria confirmou que ele passaria o final de semana em Maringá.


