Brasília - Para controlar possíveis motins e harmonizar os petistas nos municípios, Estados e governo central, o presidente do PT, José Genoino, deu início a uma articulação para que os ministros filiados à legenda se engajem na política partidária e deixem de se preocupar apenas com o Poder Executivo. Na reunião emergencial com 25 dos 27 ministros petistas, anteontem à noite, Genoino cobrou a ajuda de todos para ''segurar'' o partido nas bases e garantir ''solidariedade'' ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A receita clássica para segurar os companheiros de partido, a partir de agora, é a abertura de espaço na agenda dos ministros para que companheiros sejam ouvidos, atender a pedidos de preenchimento de cargos e liberação de recursos para obras paroquiais. ''O partido precisa estar coeso e ter responsabilidades na defesa do governo'', disse Genoino. ''Os ministros terão, a partir de agora, que fazer debates e participar de reuniões para defender o governo e a ampliação da base de sustentação'', pregou o presidente do PT.
Foi exigido de cada um dos ministros empenho maior em defesa das reformas e de todos os projetos do governo. A queixa de Genoino, ouvida por todos, é de que tem ministro que vai para suas bases nos fins de semana e não faz uma única defesa das iniciativas do governo nos atos dos quais participam. Nem quando há cobranças. Dois exemplos foram citados: os dos ministros da Cidade, Olívio Dutra, e do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.

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