CaracasO general Guaicaipuro Lameda, presidente do grupo Petróleo da Venezuela, demitiu-se das funções que desempenhava há três anos, solicitando que o presidente Hugo Chávez retifique as políticas governamentais. Em coletiva à imprensa o general frisou que não pode estar no Exército, ‘‘quando o chefe afirma que a revolução conta com tanques e aviões e não é em sentido figurado’’. Neste sentido, recordou que ‘‘dentro dos quartéis temos armamentos e explosivos, destinados à defesa do país, o que pode gerar um problema interno com consequências que ninguém desejaria’’.
O general convidou as Forças Armadas e a sociedade civil a refletirem para evitar uma guerra civil, ‘‘o que estamos fazendo, onde vamos, e o que queremos’’, disse, argumentando que ‘‘obter a oportunidade de uma cota de poder é insignificante frente à morte de um venezuelano e é triste corrermos esse risco’’. Apelou ainda à revisão dos números de Petróleos da Venezuela, a quem o governo deve US$ 10 bilhões, ‘‘uma dívida não autorizada pelo legislativo’’.
O responsável é da opinião que Hugo Chávez foi ‘‘apanhado na sua própria ratoeira’’, rodeado ‘‘de grupos que representam interesses diferentes’’.
Guaicaipuro Lameda, deu a coletiva sem o traje de general, alegando que essa vestimenta representa dignidade e respeito e que se o fizesse cometeria uma falta grave para com as Forças Armadas venezuelanas.

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