Brasília - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, disse ontem que o acesso aos documentos do regime militar continuará restrito mesmo com a transferência da papelada para o Arquivo Público Nacional. Ele argumentou que o direito à privacidade dos citados nas fichas do antigo SNI é uma garantia constitucional. ''Acredito que a maior parte desses documentos, quando sair daqui para outro lugar, terá o mesmo tratamento'', afirmou Félix. ''O acesso depende exclusivamente da autorização da pessoa mencionada ou da família dela.''
A abertura dos arquivos da ditadura vem sendo propagada aos quatros ventos pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que no entanto evita explicar a decisão do governo de tornar públicos os papéis da época e informar quem de fato terá acesso aos documentos. A AGÊNCIA ESTADO fez diversos pedidos de entrevista, nos últimos 20 dias, a Dilma e a técnicos da Casa Civil sobre a abertura dos arquivos, mas não obteve resposta da assessoria de imprensa da pasta.

mockup