O general Ricardo Agnese Fayad, afastado há seis meses da subdiretoria de Saúde do Ministério do Exército sob a acusação de ter participado de torturas durante o regime militar, assumirá a assessoria especial do Departamento Geral de Serviços (DGS) do ministério. Fayad retornou de uma licença especial e vai trabalhar diretamente no gabinete do general Luiz de Góes Nogueira, chefe do setor.
O porta-voz da presidência da República, Sérgio Amaral, disse ontem que o presidente Fernando Henrique não foi informado sobre as novas funções do general. ‘‘Não se trata de um cargo de chefia e portanto o presidente não precisava ser informado’’, justificou. Segundo Amaral, o general foi designado para o cargo de assessor do chefe do DS e não há nenhum impedimento judicial para que ele ocupe a função. ‘‘É a volta de um funcionário qualquer que estava de licença’’, minimizou.
Fayad é acusado por pelo menos oito ex-presos políticos de ter participação em torturas no Doi-Codi do Rio de Janeiro, onde também estava lotado o psiquiatra Amilcar Lobo, que atendeu o ex-deputado Rubem Paiva, desaparecido durante o regime militar.

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