Depois de um ano e sete meses na presidência da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Carlos Alberto Geirinhas deve deixar o cargo nos próximos dias, por decisão do prefeito Alexandre Kireeff (PSD). O sucessor já está definido, afirmou o prefeito, sem adiantar nomes.
Geirinhas deverá continuar na administração, porém, com cargo e salários inferiores: ele será uma espécie de assessor especial do gabinete para "comandar três mega-projetos", definiu Kireeff. "Preciso de alguém com experiência em projetos para levar adiante os projetos do Lixo Zero, do saneamento e do BRT." Como presidente da companhia, Geirinha ganha mais de R$ 10,2 mil; o salário máximo de um assessor é de R$ 6,5 mil.
O Lixo Zero é um programa integrado de recolhimento e tratamento de resíduos; na área de saneamento, a prefeitura deve decidir se municipaliza, terceiriza ou renova contrato com a Sanepar; e o BRT é um sistema de canaletas exclusivas para ônibus para melhorar o transporte coletivo.
O possível substituto na presidência da CMTU seria José Carlos Bruno de Oliveira, hoje assessor de gabinete de Kireeff, e que já trabalhou junto com o prefeito na Sociedade Rural do Paraná, onde foi superintendente. O prefeito não confirma o nome, mas afirmou que deverá comunicar oficialmente a mudança na companhia até 3 de agosto.
Atualmente, como assessor da prefeitura, Oliveira está incumbido de fazer um relatório sobre o futuro da companhia a partir da série de três encontros "A CMTU que queremos", realizados em maio. Este estudo definirá possíveis mudanças na natureza jurídica, organograma e atribuições da empresa pública.
A princípio, o relatório seria entregue no final de junho, mas, o grupo encabeçado por Oliveira solicitou prorrogação de prazo. "Ainda não recebi o estudo", disse Kireeff. A reportagem não conseguiu manter contato com Geirinhas e com Oliveira ontem.

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