Gedimar Passos nega encontro com Freud
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de novembro de 2006
Sônia Filgueiras<br>Agência Estado 
Brasília - O ex-integrante do comitê de campanha de Lula que foi preso em São Paulo com parte do R$ 1,75 milhão destinado à compra do dossiê contra tucanos, Gedimar Passos, negou ontem que tenha se encontrado com o ex-guarda costas do presidente Lula, Freud Godoy, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Gedimar Passos depôs no inquérito presidido pelo delegado Moysés Eduardo Pereira aberto para apurar a suposta ''operação abafa'' noticiada pela revista ''Veja'', segundo a qual ele teria se encontrado com Godoy logo após a acareação regular entre os dois, no dia 18 de setembro. Segundo ''Veja'', Passos teria sido levado a um encontro com Freud no gabinete do delegado-executivo da Superintendência da PF paulista, Severino Alexandre, fora das normas, em uma situação que poderia caracterizar coação de testemunhas.
O depoimento, de 17 páginas, durou três horas e meia. Segundo Luciano Anderson de Souza, advogado de Passos, o ex-agente da PF que trabalhava no núcleo de inteligência da campanha de Lula, negou conhecer Severino Alexandre e reafirmou que seus únicos contatos com Freud Godoy antes da acareação realizada no dia 18 foram em agosto, quando prestou serviços ao comitê de Lula. Conforme informações da PF, Passos declarou no depoimento só ter deixado sua cela na carceragem da polícia em duas oportunidades: quando foi conduzindo para a acareação com Freud Godoy e quando foi transferido para Cuiabá.
O delegado Moysés Pereira não quis falar sobre o depoimento. Ele foi acusado pela ''Veja'' de ter cometido abusos, constrangimentos e ameaças contra três jornalistas ''em um claro e inaceitável ataque à liberdade de expressão''.


