Geddel é alvo de operação da PF sobre fraude em créditos da Caixa
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sábado, 14 de janeiro de 2017
Letícia Casado<br>Folhapress 
Brasília - A Polícia Federal (PF) deflagrou nessa sexta (13) uma operação que mira o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e sua gestão à frente da vice-presidência de pessoa jurídica na Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013. A PF suspeita de esquema de fraudes na liberação de créditos no período. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em sete endereços residenciais e comerciais em Distrito Federal, Bahia, Paraná e São Paulo. Entre eles estão o apartamento de Geddel em Salvador, no bairro do Chame-Chame, em Salvador, e a casa de Geddel na Praia de Interlagos, em Camaçari.
Batizada de Operação Cui Bono? ("A quem beneficia?", em latim), a investigação começou a partir de elementos colhidos em um antigo celular do ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em 15 de dezembro de 2015, a PF realizou buscas na casa de Cunha e apreendeu o telefone no qual estavam armazenadas mensagens trocadas com Geddel.
Também fazem parte do esquema, segundo a investigação, empresários e dirigentes de empresas dos ramos de frigoríficos, de concessionárias de administração de rodovias, de empreendimentos imobiliários, além de Lúcio Bolonha Funaro, operador do mercado financeiro. Os investigadores suspeitam que o grupo tenha praticado crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro.
A investigação corria no Supremo Tribunal Federal (STF), mas quando Geddel perdeu o cargo de ministro o caso passou a tramitar na primeira instância. A operação foi autorizada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.
Em nota, a Caixa informou que está "em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações".
A reportagem ainda não conseguiu contato com Geddel.


