Gaúchos nao aceitaram proposta do banco Vetor
Gaúchos nao aceitaramproposta do banco Vetor
Agência Estado
PORTO ALEGRE - O secretário da Fazenda, César Busatto, afirmou que os gaúchos receberam a mesma proposta dos catarinenses e recusaram. Segundo ele, em agosto de 1996 seu substituto, Ricardo Englert, foi procurado pelo presidente do Banco Vetor, Fábio Barreto Nahoum, com uma proposta para montar a emissao de títulos do governo em troca da mesma comissao que acabara de ser acertada com Santa Catarina: 5,5%. Englert recebeu a proposta, prometeu estudá-la e pediu um prazo para a resposta, que foi negativa. Englert revelou ainda que, na tentativa de convencê-lo, o banqueiro citou a montagem da mesma operaçao realizada em Santa Catarina.
Os gaúchos optaram por utilizar o banco estatal, sem pagar comissoes, para fazer a venda dos títulos. Busatto garantiu ainda que as operaçoes com títulos públicos feitas pelo governo gaúcho em 1995 e 1996 foram apenas de R$ 8,9 milhoes. Atualmente o governo gaúcho espera a autorizaçao do Banco Central e do Senado para emitir R$ 139 milhoes referentes aos precatórios anteriores a outubro de 1988 e com vencimento neste ano.
Busatto levou ainda a Brasília um documento assinado pelo governador Antônio Britto demonstrando que, desde 1989, o Estado emitiu um total de R$ 58 milhoes. Os recursos foram colocados à disposiçao do Tribunal de Justiça que pagou os credores.
Porém, apesar das explicaçoes de Busatto e do próprio governador que se diz em situaçao confortável, o fundo de renda fixa do Banrisul foi citado pelo senador Roberto Requiao entre os suspeitos de envolvimento no escândalo, comprando títulos de outros estados para o seu fundo de renda fixa. Conforme Requiao, dessa forma, os estados e municípios proporcionaram também lucros extraordinários às corretoras envolvidas na manipulaçao dos papéis.
O presidente do Banrisul, Ricardo Russowsky disse estar surpreso com a denúncia e garantiu nao haver qualquer irregularidade no fundo de renda fixa do banco. Conforme ele, o Banrisul tem R$ 560 milhoes no fundo de renda fixa: R$ 380 milhoes sao papéis de empresas privadas; R$ 100 milhoes sao títulos do Estado do Rio Grande do Sul. Os outros R$ 80 milhoes sao títulos de prefeituras e governos de outros Estados. Ele garante que nao tem nenhum centavo de Santa Catarina.





