Gaúcho é o novo ministro da Saúde
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quinta-feira, 12 de dezembro de 1996
Agência Estado<br>De Brasília 
Um mês e cinco dias após a saída de Adib Jatene, o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou ontem o nome do médico Carlos Albuquerque para o cargo de ministro da Saúde. O cargo estava sendo ocupado interinamente pelo secretário-executivo José Carlos Seixas. Na avaliação do Palácio do Planalto, pesou na escolha de Albuquerque o conceito de bom administrador. Ele transformou o Hospital das Clínicas de Porto Alegre em modelo de assistência. A intenção do governo é de que o novo ministro faça o mesmo no setor saúde, combalido pelas constantes críticas de mau gerenciamento de recursos e à qualidade oferecida.
O nome de Albuquerque foi avalizado pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, o governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto, e o ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho. Há duas semanas manteve a primeira conversa com o presidente. O convite, contudo, foi formalizado na segunda-feira à noite, em um encontro no Palácio do Alvorada. Durante a conversa, o novo ministro contou entusiasmado a Fernando Henrique que havia se filiado recentemente ao PSDB, mas a recepção não foi a esperada. Preferia que não tivesse nenhuma filiação partidária, disse o presidente, que queria exaltar apenas o perfil técnico do escolhido.
Na terça-feira, o presidente pediu a Albuquerque que aguardasse um sinal, já que pretendia consultar as lideranças políticas, evitando contestações ao novo nome. O médico voltou então para Porto Alegre, de carona no avião da FAB com o vice-presidente Marco Maciel, condecorado no dia seguinte justamente pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre.
Depois de mais de 10 anos dirigindo o Hospital das Clínicas, Carlos Albuquerque havia sido eleito recentemente para o cargo de diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a qual pertence o hospital. É também um ativo suplente do Conselho Nacional de Saúde, onde representa o Ministério da Educação, e onde defende a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e a valorização do médico. As opiniões em torno do novo ministro são unânimes. Ele é famoso por ser um bom administrador, afirmou o secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Levicovtz.


