Gastos do Cogefi foram regulares, diz Gravena
O secretário municipal da Fazenda, Jair Gravena, foi ouvido ontem pela promotora Solange Vicentin na investigação que apura os gastos do Conselho de Gestão Financeira (Cogefi), criado para fiscalizar a aplicação dos recursos provenientes da venda de 45% das ações da Sercomtel S.A., em maio de 1998.
O secretário reafirmou à promotora que os gastos liberados pelo Cogefi descritos numa lista enviada ao MP foram feitos de acordo com as atas das duas únicas reuniões do Conselho, ainda em 98. A primeira ata estabelecia algumas obras, como a transposição da Avenida Maringá sobre o Igapó; já a segunda definia projetos genéricos, como mitigar carências sociais.
O secretário disse não considerar a segunda ata uma carta branca à prefeitura, mas sim diretrizes para gastar o dinheiro. Sobre a presença de nomes de servidores municipais na lista o que motivou a investigação do MP o secretário afirmou que as despesas eram adiantamentos. Ele citou como exemplo o funcionário que viajava em serviço e tinha despesas com hotel, condução e alimentação.
A venda das ações cujo contrato também está sendo investigado pelo Ministério Pública e por uma Comissão Processante (CP) na Câmara rendeu aos cofres públicos R$ 186 milhões, mas o último levantamento, feito no ano passado, apontava para uma sobra de apenas R$ 4 milhões. Números atualizados eu não tenho, disse.
A promotora Solange Vicentin informou que irá solicitar, por amostragem, notas de algumas das despesas que constam na lista do Cogefi. No total, segundo Gravena, são mais de 50 mil documentos envolvendo os recursos e seria inviável analisar nota por nota.
Outra investigação do MP já concluiu que parte do dinheiro arrecadado com a venda das ações da Sercomtel foram desviados da prefeitura de Londrina em licitações fraudulentas na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) e Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). (L.H.)





