O prefeito eleito Marcelo Belinati (PP) gastou este ano R$ 698 mil na campanha, valor bem abaixo dos R$ 2,17 milhões investidos em 2012
O prefeito eleito Marcelo Belinati (PP) gastou este ano R$ 698 mil na campanha, valor bem abaixo dos R$ 2,17 milhões investidos em 2012 | Foto: Ricardo Chicarelli/3-11-2016



A campanha eleitoral para prefeito em Londrina custou ao oito candidatos, juntos, R$ 2,12 milhões, conforme a prestação de contas encerrada na última terça-feira. Há quatro anos, quando a lista tinha dois pretendentes a menos, as despesas para bancar os dois turnos superaram os R$ 5,76 milhões. Naquela ocasião, apenas Marcelo Belinati (PP) e Marcia Lopes (PT) movimentaram, respectivamente, R$ 2,17 milhões e R$ 2,40 milhões.
Além da definição logo no primeiro turno, com a vitória de Belinati, as eleições municipais de 2016 também sofreram diretamente a influência das novas regras, aprovadas na minirreforma pelo Congresso Nacional, vedando as doações de pessoas jurídicas aos candidatos e aos partidos. De acordo com o presidente do PP municipal, Bruno Ubiratan, a maior parte do financiamento nesta disputa veio da Executiva nacional do próprio partido. "Sabíamos que seria muito difícil ter uma grande arrecadação, então a campanha foi planejada antecipadamente com aquilo que poderia ser bancado pelo partido. Com a nova legislação, sem doações de pessoas jurídicas, ficou muito limitada a doação de pessoas físicas", comentou Ubiratan, esclarecendo que a coordenação local descartou a realização de campanha para angariar dinheiro junto aos filiados e a população.
Em 2012, a direção nacional do PP aportou cerca de R$ 350 mil na candidatura de Belinati em Londrina, enquanto o grosso da arrecadação ficou por conta das doações empresariais. Atualmente, sem o empresariado, coube ao partido embalar financeiramente a campanha, colocando R$ 665 mil, do total de R$ 698 mil obtidos.

Segundo colocado no pleito deste ano, o empresário Valter Orsi (PSDB) teve o maior gasto entre os oito postulantes: R$ 854,4 mil
Segundo colocado no pleito deste ano, o empresário Valter Orsi (PSDB) teve o maior gasto entre os oito postulantes: R$ 854,4 mil | Foto: Rei Santos/3-11-2016



Com a verba mais curta, Belinati e Valter Orsi (PSDB) foram os dois candidatos neste pleito que ainda deixaram restos a pagar, devido à captação menor do que as despesas. A campanha do tucano, mesmo sendo, entre os oito, o concorrente que mais investiu – R$ 854,4 mil –, ainda ficou com um saldo devedor de R$ 18,1 mil, segundo os dados publicados no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto o PP fechou com uma diferença negativa de R$ 194 mil, que será bancada pelo comando nacional do partido, informou Ubiratan. O presidente do PSDB municipal, Gerson Araújo (PSDB), disse que a direção nacional deve assumir a dívida.
As prestações de contas dos demais concorrentes nas últimas eleições ficaram assim: André Trindade (PPS) arrecadou R$ 124,4 mil e gastou R$ 120,7 mil; Flavia Romagnoli (Rede) conseguiu R$ 12,3 mil e teve gastos de R$ 6,9 mil; Luciano Odebrechet (PMN) empatou em R$ 34,9 mil; Odarlone Orente (PT), R$ 78,9 mil e R$ 71,5 mil; Paulo Silva (Psol), arrecadou e gastou R$ 1,8 mil; e Sandra Graça, R$ 138,8 mil e R$ 125,1 mil.
Conforme levantamento feito pela reportagem, todos os candidatos eleitos para a Câmara de Vereadores apresentaram as prestações de contas à Justiça Eleitoral.

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