Curitiba - A previsão de gastos máximos com a campanha eleitoral em Curitiba é de aproximadamente R$ 532 milhões. O cálculo foi feito com base nos tetos para gastos estipulados pelos partidos nas campanhas proporcional e majoritária junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
  A fixação dos limites para gastos em campanha, na ausência de lei que os determine, é feita pelos partidos no momento do registro das candidaturas de acordo com a resolução 22.715 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A multa prevista para quem exceder estes limites é de 5 a 10 vezes a quantia em excesso, podendo responder, ainda, por abuso do poder econômico.
  Para campanha majoritária, de acordo com informações do TRE, os oito candidatos à Prefeitura podem gastar até R$ 47,93 milhões. Entre os limites, Fábio Camargo (PTB) pode gastar até R$ 14 milhões. Gleisi Hoffmann, do PT, previu que seus gastos não ultrapassarão os R$ 13 milhões. Carlos Moreira (PMDB) pode gastar até 10 milhões e Beto Richa (PSDB), R$ 9 milhões. O PC do B, que tem como candidato Ricardo Gomyde, estipulou como limite máximo R$ 980 mil e o PT do B de Lauro Rodrigues, R$ 500 mil. Mais comedidos, Maurício Furtado (PV) e Bruno Meirinho (PSOL) afirmaram que irão gastar até 380 mil e 100 mil, respectivamente.
  Em Curitiba, o maior teto de gastos na campanha registrado na disputa pela Câmara de Vereadores é do Partido Trabalhista Cristão (PTC) que permitiu a cada um de seus nove candidatos gastar até R$ 2,5 milhões. Porém, como explica o presidente municipal do partido, Fábio Aguayo, o valor estimado é bem acima do que realmente os candidatos pretendem gastar. ‘‘É mais uma garantia que não iremos infringir a legislação, caso alguém consiga um grande patrocínio’’, afirma.
  ‘‘A estratégia é utilizada por quase todos os partidos’’, comenta o presidente municipal do Partido da Mobilização Nacional (PMN), Augusto Gonçalves Filho. O partido colocou como limite R$ 2 milhões para cada um de seus candidatos, o que significa que poderia gastar até R$ 86 milhões. ‘‘Na verdade não devemos chegar nem perto disto, mas o valor alto é uma precaução.’’ O valor médio de teto para os gastos da campanha a vereador foi de R$ 446 mil. A reportagem não contabilizou os tetos estabelecidos pelo PSOL, PSTU, PCO e PR, que não repassaram as informações até o fechamento da edição.

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