Gastos com obras vão passar de R$ 94 milhões
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terça-feira, 04 de março de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - O Poder Judiciário vai gastar em 1997 cerca de R$ 94 milhões com construção e reforma de prédios. Essa quantia é equivalente a toda a verba prevista no Orçamento da União deste ano para a custódia de presos e programas de reintegração social. Corresponde também a mais de 40% dos recursos destinados a edificações públicas. Quase todos os tribunais, a começar pela mais alta corte, estão construindo ou ampliando suas sedes em todo o País.
O Supremo Tribunal Federal (STF) gastou nos últimos dois anos R$ 23,5 milhões para erguer mais um anexo na Praça dos Três Poderes. Apesar de ter registrado no Orçamento de 97 a aplicação de apenas R$ 1 mil na obra, serão consumidos mais R$ 25 milhões para concluir o novo edifício. Este dinheiro não está no Orçamento porque, segundo o STF, foi garantido no ano passado, por meio de crédito especial proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso.
Depois do STF, quem mais vai investir em obras este ano é o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região. Serão gastos R$ 18 milhões para construir 19 mil metros do fórum trabalhista da 1ª Instância de São Paulo. Bem mais do que pretende gastar o Tribunal Superior do Trabalho (TST): segundo o orçamento, o TST vai usar R$ 229 mil na construção do novo edifício-sede, além de mais R$ 1 milhão com reparos na sede atual.
Entre os campeões de despesas com obras está o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A previsão é gastar R$ 5 milhões para construir 9,2 mil metros quadrados de seu segundo anexo. Para o fórum de Samambaia e do Paranoá - cidades-satélites de Brasília -, a Justiça do DF reservou outros R$ 3,9 milhões.


