Gastos com folha aumentam 32% no governo Requião
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de fevereiro de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os gastos com folha de pagamento no governo Roberto Requião (PMDB) aumentaram em 32,23% nos primeiros 14 meses de administração estadual, se comparado ao final de 2002, quando o Paraná era governado por Jaime Lerner (PSB). Em janeiro de 2003, o Estado gastava cerca de R$ 242 milhões por mês com o salário do funcionalismo público. Em dezembro a cifra chegou a R$ 300 milhões por mês. O reajuste salarial dos professores da rede pública, que ainda está sendo discutido com a APP-Sindicato, deve impactar a folha em R$ 270 milhões por ano, cerca de R$ 20,8 milhões por mês, elevando assim a folha mensal do funcionalismo para R$ 320,8 milhões em média.
Os gastos com o salário dos servidores públicos estaduais terão um acréscimo ainda maior neste ano, de acordo com previsão feita ontem pelo secretário de Estado da Administração e Previdência, Reinhold Stephanes. Estão previstos reajustes nos vencimentos do pessoal de apoio e execução do Instituto Médico Legal (IML), do quadro geral do Estado e de profissionais da área de saúde. Para o secretário, que visitou a sucursal da Folha em Curitiba, a intenção é administrar a situação caótica de defasagem salarial dos funcionalismo e criar uma política efetiva de cargos, salários e carreiras para todos os integrantes do quadro de pagamento do Paraná.
''O Estado ainda é muito negligente. Não existe uma política de recursos humanos, cargos e remunerações adequados no Estado. A questão salarial é caótica. Falta equilíbrio e organicidade. Temos que administrar no caos'', reclamou. Um dos freios para melhoria salarial dos servidores é a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Atualmente, o Estado utiliza 46% do valor da receita líquida para pagamento do funcionalismo público. ''Estamos no limite prudencial'', classificou o secretário. Com os reajustes previstos principalmente o dos professores o secretário acredita que o limite constitucional será ultrapassado. Cinquenta por cento da receita líquida estarão sendo gastos com pessoal. As secretarias de Estado do Planejamento e da Fazenda ficarão responsáveis pelo corte em 1% dos gastos internos do governo, como compensação, explicou o secretário.


