A mudança na presidência da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) em março deste ano implicou no aumento de 11% nos gastos com a folha salarial de cargos por indicação dentro do órgão. Isso porque o número de assessores técnicos passou de 10 para 12. Quando trocou a Cohab (Companhia de Habitação de Londrina) pela CMTU, Marcelo Cortez levou com ele três funcionários de confiança: Antônio Carlos Selhorst, Ricardo Aguilera e Luciano Elias. Os dois últimos, Aguilera e Elias, assumiram funções de assessores técnicos de primeiro nível, cujo salário é de R$ 7.817,91. Antes, havia só um assessor nível 1. Assim, os gastos salariais com os cargos de confiança saltaram de R$ 94.245 para 105.343,10 (aumento de R$ 11.098,10).

As assessorias da CMTU e da Prefeitura de Londrina explicam que os cargos de confiança levados da Cohab para a CMTU são exercidos por pessoas capacitadas em funções técnicas e que a equipe da Companhia ainda está sendo montada. Segundo a Prefeitura, a Cohab teve redução nos cargos operacionais, que foram deslocados. "Havia 17 cargos comissionados na Cohab, hoje tem 13", alegou a assessoria. "[Os cargos da CMTU] São bem operacionais. São assessores que foram trabalhar em coordenações de praças, no aterro e em cooperativas de reciclagem", expôs. Por meio de nota, a CMTU afirmou que "as contratações foram feitas de acordo com os interesses da companhia" e que "os nomeados são pessoas da confiança de Marcelo Cortez, que o acompanharam na mudança para a CMTU".

Ainda de acordo com a assessoria da Companhia, Aguilera e Elias estão desde o primeiro dia do mandato de Cortez na Cohab. Embora o prefeito Marcelo Belinati tenha prometido em campanha reduzir os cargos de confiança da Prefeitura, houve aumento de 15,8% se comparado abril deste ano com o mesmo mês do ano passado, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência. A administração dispunha de 66 cargos comissionados há dois meses.

mockup