Gasto fantasma com saúde é de R$ 130 mil
Um volume inteiro da auditoria está dedicado à compra de medicamentos de firmas fantasmas, cujos prejuízos aos cofres públicos estão calculados em R$ 130 mil. O levantamento mostrou que em 92, último ano de seu mandato, a prefeita Maria Eni da Silva Ritti comprou remédios mensalmente da empresa Sorolex - com exceção dos meses de junho e agosto.
A auditoria encaminhou várias correspondências para a empresa - todas voltaram. O telefone que consta na nota fiscal também não existe. A investigação constatou que as compras foram feitas com poucos dias de diferença, demonstrando o fracionamento das cartas-convites para evitar a tomada de preços ou a concorrência pública, como prevê a Lei de Licitações.
Todas as cartas convites tinham a seguinte característica: participaram sempre as mesmas empresas: Sorolex, Procilon e Hospipar. A vencedora, Sorolex, ganhou sempre em todos os itens. A Procilon sempre ficou em segundo lugar e a Hospipar sempre foi a última colocada, aponta a auditoria. As duas empresas não vencedoras também não foram localizadas pelos auditores.
No caso da compra de pneus, o relatório aponta gastos de R$ 136 mil para a frota da prefeitura. Mas pegamos o parque de máquinas com apenas 7 dos 63 veículos funcionando. E fizemos uma grande compra no ano passado para equipar tudo e estamos gastando apenas 37 mil reais, compara Maiorky. (P.Z.)





