O desembolso global com os tribunais, em 2004, vai chegar a R$ 375,6 milhões valor referente apenas à folha salarial e manutenção, segundo o estudo de posse do governo.
O documento sobre o impacto financeiro das quatro Cortes federais foi elaborado tendo como parâmetro o tribunal da 5 Região (com jurisdição em seis Estados do Nordeste), composto por 15 juízes de segunda instância e 695 servidores.
Em 2002, os cinco TRFs que já existem representaram gasto total de R$ 1,76 bilhão montante empregado com pessoal, investimentos, custeios e também no pagamento de precatórios. A proposta orçamentária da Justiça Federal para o próximo ano mostra que o custo da manutenção da estrutura atual dos TRFs varia de R$ 100 milhões (caso do tribunal da 5 Região) a R$ 210 milhões (tribunal da 3 Região, com sede em São Paulo).
No ano passado, o TRF da 4 Região (23 desembargadores com jurisdição no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) consumiu R$ 670,8 milhões. O diretor-geral do TRF-4, Ivo Barcellos da Silva, observou que desse total R$ 153 milhões representam pagamento de precatórios títulos contra o Executivo.
Outros R$ 354 milhões foram utilizados no cumprimento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), emitidas pelos juizados especiais. ''Esse dinheiro também entra no nosso orçamento mas não é do Judiciário'', esclareceu Barcellos. ''Tal situação induz as pessoas a erro porque acham que a gente gasta demais.'' Ele esclareceu que o tribunal da 4 Região ''gasta até menos que os outros; com custeio foram R$ 20 milhões''. A.E.

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