Rio de Janeiro - O candidato do PSB à Presidência, Anthony Garotinho, e seu vice, deputado José Antônio de Almeida (MA), passaram boa parte dos últimos dois dias reunidos com assessores, na tentativa de superar o pior momento da campanha, marcado por boatos de renúncia e pela estagnação nas pesquisas eleitorais. Ontem, a impressão de que a campanha está esvaziando foi reforçada com o pedido de demissão de um dos coordenadores de imprensa, Paulo Fona. O jornalista alegou que ficou sem funções depois da reestruturação na coordenação de comunicação.

Nas reuniões com o comando da campanha, foram traçadas estratégias para ''reacender a candidatura'' Garotinho, aproveitando o início oficial da disputa eleitoral, no próximo sábado. Slogans, viagens, programa de televisão e material de propaganda foram discutidos em cada detalhe. Os estrategistas avaliaram que as declarações de Garotinho de que sua campanha sofreu ''um revés'' por causa dos boatos de renúncia tiveram efeito negativo, passando a imagem de desânimo, justamente no momento em que o candidato deveria transmitir a sensação de disposição.

Em corpo-a-corpo pelas ruas de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na tarde de terça-feira, Garotinho impressionou-se com os vários eleitores que perguntaram se ele ainda era candidato a presidente ou se tinha desistido da disputa. Na avaliação dos assessores, o candidato involuntariamente voltou a um assunto - a possibilidade de renúncia - que os socialistas dizem que faz parte do passado. Garotinho afirmou que as pesquisas de intenção de voto fatalmente refletiriam o abalo que sofreu com as notícias sobre a possível desistência.

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