Rio - Os boatos de renúncia abalaram a candidatura a presidente, reconheceu ontem o candidato Anthony Garotinho (PSB), que caminhou durante 30 minutos no calçadão do centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O candidato culpou o governo federal e o PT pela ''covardia'' de espalhar notícias de sua desistência. E disse que terá de se reapresentar ao eleitor. ''Foi uma covardia, jogo sujo. Você não consegue se explicar na velocidade que a informação corre'', declarou.
''Sou candidato a presidente e esta é minha esposa, candidata ao governo'', apresentava, de mãos dadas com a candidata Rosângela Matheus (PSB), que adotou o apelido de ''Rosinha Garotinho''.
''Não tem nada de propaganda eleitoral'', insistiu o candidato do PSB a presidente. ''É para pôr no porta-retrato'', completou ''Rosinha Garotinho''. A Lei Eleitoral só permite campanha na rua, com panfletagem, som e comício, a partir de sábado.
''Minha campanha sofreu um ataque especulativo, um revés grande em termos de opinião pública. Prejudicou muito, imagine cinco mil rádios no Brasil dizendo que Garotinho desistiu'', disse.
Para ele, há dois responsáveis pela disseminação da notícia de renúncia: ''Em primeiro, o governo, quando eu estava encostando na candidatura do Serra (José Serra, candidato da Coligação PSDB-PMDB a presidente). Espalhou, colocou na internet; o governo tem acesso aos meios de comunicação. E, depois, o PT. Na convenção do partido, disseram que eu tinha desistido''.

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