Garotinho protegia fiscais cariocas, diz ex-secretário
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003
Agência Folha 
Rio de Janeiro O ex-secretário de Fazenda do Rio Carlos Antonio Sasse acusou ontem o ex-governador Anthony Garotinho (PSB) de fazer indicações políticas para cargos no órgão e de proteger fiscais corruptos. Sasse depôs na CPI do Propinoduto da Assembléia Legislativa, que apura o esquema de corrupção na Fazenda supostamente comandado por Rodrigo Silveirinha Corrêa.
Sasse disse que, em 26 de agosto de 1999, foi procurado pelo secretário-chefe do Gabinete Civil, Jonas Lopes de Carvalho Filho, e que este lhe pediu para nomear para cargos de chefia na Fazenda fiscais indicados por deputados estaduais. Segundo Sasse, Garotinho telefonou dizendo que Lopes iria procurá-lo. ''O governador me ligou e disse: Jonas vai falar com o senhor. É um assunto do meu interesse. No encontro, Jonas Lopes me pediu seis inspetorias para negociar com a Assembléia. Eu disse que não dava'', disse Sasse.
Sasse acusou Garotinho de ''acobertar'' sonegadores. Segundo Sasse, Garotinho o desautorizou a continuar a fiscalização em Campos, conduzida pelo inspetor Anselmo Garcia. A suspensão da fiscalização teria sido determinada por Garotinho. Garotinho disse, em nota, que nunca ''compactuou'', ''acobertou'' ou foi ''conivente'' com a corrupção. Ele afirmou que Sasse deixou o governo ''por se recusar a demitir fiscais'' acusados de extorsão.


