Se eleito presidente em 2002, o governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB), resolverá a questão da dívida interna por meio de um sistema pelo qual os títulos do governo serão resgatados na data do vencimento, mediante emissão de novos papéis. O Banco Central, contudo, aumentará o compulsório dos bancos brutalmente, de forma a liberar para os detentores dos títulos apenas 25% do dinheiro resgatado. ''Se não for isso, a alternativa é moratória, calote'', disse Garotinho ontem, ao ser lembrado de que tal esquema representa confisco de 75% do dinheiro de poupadores do País, não de uma só vez como fez o ex-presidente Fernando Collor de Mello, mas em datas diferenciadas dos vencimentos dos títulos.

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