Rio - O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, rebateu ontem as notícias de que estaria renunciando à candidatura para apoiar um dos outros três candidatos. ‘‘Não tem a menor procedência a possibilidade de eu desistir. Quero deixar bem claro que minha candidatura não está à venda. Minha candidatura não tem preço’’, reagiu Garotinho, que participou do anúncio oficial da candidatura do ex-prefeito Luiz Paulo Conde como vice na chapa da mulher do ex-governador, Rosinha Matheus, na disputa pelo governo do Rio. O candidato informou que as conversas em torno do nome de seu vice estão avançadas e será divulgado até o dia 27.
Garotinho aproveitou o evento para atacar duramente seus adversários. Disse que sua candidatura vem sofrendo pressão por apresentar uma proposta de modelo alternativo para o Brasil, e que ataca o que considera a questão central dos problemas do País: a concentração de riqueza no sistema financeiro em detrimento do setor produtivo. Dizendo-se ‘‘absolutamente tranquilo’’ em relação ao apoio que o PL já oficializou a Luiz Inácio Lula da Silva (candidato do PT à Presidência), Garotinho afirmou que a coligação não altera em nada o quadro político porque o PL já havia manifestado essa possibilidade, com eventuais ‘‘alianças brancas’’ com o PSB em alguns Estados. ‘‘Quem mais difunde essa pressão partidária é o próprio PT, que ataca o terrorismo financeiro, mas exerce o terrorismo eleitoral’’, disse.
Sempre enfatizando que sua candidatura é ‘‘inegociável’’, Garotinho voltou a responsabilizar o governo pelo nervosismo do mercado financeiro nas últimas semanas. Para ele, o problema do País não é eleitoral, mas estrutural, de erro na condução de sua política macroeconômica. Ele lembrou que a dívida do Brasil saltou de R$ 62 bilhões, no início do governo de Fernando Henrique Cardoso, para os atuais R$ 678 bilhões. ‘‘Isso não foi causado pela oposição’’, retrucou.
Garotinho também criticou as declarações de Lula, de que manterá a atual política econômica. Para o candidato do PSB, o discurso do petista é ‘‘muito parecido’’ com o do presidente da Argentina, Fernando de La Rúa. ‘‘Se é para fazer a mesma coisa, fique com o original’’, ironizou.

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