São Paulo - O candidato do PSB à Presidência, Anthony Garotinho, disse ontem que espera conhecer mais detalhes do encontro que o presidente Fernando Henrique Cardoso marcou com os presidenciáveis antes de confirmar sua presença.
Garotinho disse que, se a reunião - marcada para as 14 horas da próximas segunda-feira - servir apenas para ouvir o relato daquilo que foi estabelecido em Washington, entre a equipe econômica e o FMI, ele prefere não comparecer.
''Não quero ser acusado de conivente ou omisso com uma coisa que sei que vai trazer problemas para o País mais adiante. Meu questionamento é o seguinte: antes de assinar o acordo, ele vai levar em consideração as nossas observações? Ou será uma reunião para que amanhã as pessoas sejam responsabilizadas quando estourar a crise?'', perguntou o candidato.
Garotinho voltou a dizer que o acordo com o FMI representa um risco para o Brasil no que se refere às reservas cambiais. E destacou que o Brasil precisará bem mais do que US$ 5 bilhões, em 2003, para manter a estabilidade do real.
Nova crise - Depois da Bahia, São Paulo e Pernambuco, é a vez de Goiás causar incômodo ao presidenciável Anthony Garotinho do PSB. O candidato ao governo do Estado pelo partido, Valdivino Vieira Borges, renunciou ontem à candidatura alegando falta de dinheiro para realizar sua campanha. E disse que vai integrar o grupo de pessoas que apóiam a candidatura à reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB).

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