Recife O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, voltou a demonstrar ontem, em Pernambuco, a confiança de que passará ao segundo turno da eleição para enfrentar o candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva.
Seguindo a tática orientada pelas pesquisas que apontam o ex-governador do Rio de Janeiro à frente de Ciro Gomes (PPS) e perto de José Serra (PSDB) Garotinho atacou novamente o tucano, chamando-o de ''candidato dos banqueiros'' e de ''Serra malvadeza'', numa alusão ao ex-senador da Bahia Antonio Carlos Magalhães (PFL).
Garotinho prometeu outra vez que ''quando for presidente'' nenhum aposentado ou pensionista receberá diferente ''daquilo que contribuiu''. Ao criticar Serra, o candidato do PSB disse que em seu governo o salário mínimo será de R$ 280: ''Quem quiser um salário mínimo de R$ 211 vota no Serra''.
O candidato socialista recebeu, na cidade de Abreu e Lima, na região metropolitana de Recife, o apoio do prefeito Gerônimo Gadelha (PDT) e outros políticos. O apoio de Gadelha é considerado importante por Garotinho, porque o PDT compõe a Frente Trabalhista, que apóia Ciro Gomes (PPS).
Garotinho cumpriu extensa agenda em Pernambuco acompanhado do presidente nacional do PSB, o ex-governador Miguel Arraes, candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados.
No seu horário eleitoral gratuito de ontem, o penúltimo desta fase da campanha na TV, Garotinho criticou os lucros obtidos pelos bancos. ''Se o banco ganha demais, na outra ponta a indústria perde, o que causa desemprego e queda na arrecadação'', afirmou. Em seguida ele criticou Serra, dizendo que o tucano, como representante do governo de Fernando Henrique Cardoso, não mudará a política de favorecimento do sistema bancário. ''Dá para acreditar que o candidato do governo vai criar os empregos que promete?'' indagou.

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