Garotinho faz discurso de campanha em Londrina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de março de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Na semana que antecede a prévia do PMDB, marcada para o próximo domingo, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, aproveitou o dia de ontem para fazer uma espécie de peregrinação pelas principais cidades do interior do Paraná. Com uma agenda apertada que começou em Londrina e passou por Maringá, Guarapuava e Cascavel, com tempo para uma reunião em Brasília, Garotinho preferiu dizer que a intenção era convencer os correlegionários da candidatura dele à presidência, contra a do governador gaúcho, Germano Rigotto. Nos discursos sobre e fora do palco, porém, o tom de campanha eleitoral ficou evidente durante a exposição de ações previstas para um eventual mandato, com uma enxurrada de críticas a um quase certo candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ex-prefeito de Campos (RJ) e ex-secretário da atual governadora do Rio, Rosinha Mateus, minimizou a escolha de Rigotto anunciada pelo governador Roberto Requião, no último domingo. A opção do colega gaúcho foi defendida em uma reunião com lideranças da legenda, em Curitiba, mas foi classificada pelo carioca como ''questão de gosto pessoal''. ''Tenho um relacionamento muito bom com ele (Requião), que me disse ter agido assim até por uma questão regional, do Sul. Mas o importante é que ele não fez imposição alguma no governo, senão não teria tanto secretário paranaense me apoiando'', disse.
Sobre o clima para as prévias de domingo, o ex-governador fez questão de ressaltar que o apoiará, caso Rigotto seja o escolhido na votação dos mais de 22 mil filiados em todo o País. Em seguida, explicou que é esse tipo de campanha, ''para as prévias'', que está fazendo nos Estados pelos quais tem passado ''só não passei por Roraima ainda'', comentou.
Ao defender um caminho alternativo a PT e PSDB, com uma eventual presidência peemedebista, Garotinho admitiu que falta união para isso dentro da própria legenda; afinal, a ala governista do PMDB já se mostrou favorável a mais quatro anos de Lula. Mais uma vez, minimizou: ''Não há o menor clima para isso (apoio aos petistas) no partido; essa ala minoritária não representa as bases do partido''.
Adiante, o pré-candidato centrou foco nas críticas à política de juros altos e em outros aspectos do governo Lula, entre os quais, as constantes aparições do presidente na TV. ''Ele governa pela televisão'', riu. Depois, nos mais de 40 minutos que falou à platéia de correligionários entre deputados, vereadores da região e peemedebistas ligados a empresas como Sercomtel e Sanepar , engatilhou promessas como aumento de crédito e queda de juros, com feitos das duas vezes em que foi prefeito de Campos.
Questionado sobre a onda de violência em todo o Brasil e, em especial, o Rio de Garothinho na última semana, traficantes do morro do Canta-Galo receberam o Exército a tiros , o pré-candidato evitou promessas, mas fez um prognóstico que, na avaliação dele, é tarefa do governo federal. ''O problema do Rio é o tráfico de drogas e de armas, localizado, mas conter o avanço dele é cuidar das fronteiras, responsabilidade federal. Mas sei que quando deixei o governo, reduzimos assalto a banco em 70%'', eximiu-se.


