Rio - O ex-governador do Rio Anthony Garotinho anunciou ontem o fim de sua greve de fome, depois de passar 11 dias sem comer. Ele comemorou a obtenção por seus advogados de duas liminares do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio que determinaram à revista ''Veja'' e ao jornal ''O Globo'' a publicação de direito de resposta para que Garotinho se defenda de uma reportagem que dizia que ele tinha usado duas vezes o avião de João Arcanjo Ribeiro, preso como chefe do crime organizado em Mato Grosso. As duas decisões, tomadas no final da noite de anteontem, não tratam das denúncias de que empresas financiadoras da pré-campanha de Garotinho têm dirigentes em comum com ONGs que têm contratos milionários com o governo do Estado do Rio.
Garotinho informou que seus advogados vão contestar separadamente os casos na Justiça e que ingressaria ainda ontem com pedidos de reparação de danos pelas outras denúncias e contra a ''TV Globo''. A revelação do avião foi feita pela ''Veja'', que dedicou a Garotinho a capa da edição que chegou às bancas no dia 30 de abril - na qual ele aparece numa montagem com chifres - e reproduzida pelo jornal na primeira página daquele dia.
Na prática, o protesto pessoal de Garotinho já tinha sido interrompido anteontem, quando ele se transferiu da sede regional do PMDB, no Centro do Rio, para o Quinta D'Or, hospital particular da zona norte. Garotinho perdeu sete quilos durante os 11 dias de jejum e levará outros 15 para retomar a dieta normal.

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