Garotinho diz que FHC fracassou na segurança
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quinta-feira, 26 de setembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, afirmou ontem, em entrevista no auditório do Grupo Estado, na capital paulista, que o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é o grande responsável pelo fracasso no combate à violência no País.
Segundo ele, o governo FHC não construiu penitenciárias, esvaziou a Polícia Federal que tem um efetivo menor do que o necessário e não fiscalizou as fronteiras do país, para impedir a entrada indiscriminada de armas e drogas.
Garotinho voltou a defender sua proposta de fiscalização das fronteiras e a criação de uma guarda especial para realizar tal missão, afirmando que a medida é fundamental para o combate à violência. Ele disse ainda que vai triplicar o contingente da Polícia Federal, caso vença a eleição presidencial.
O candidato socialista voltou a criticar toda forma de aborto e a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. ''A questão do aborto tem que ser precedida por outra pergunta. A vida começa quando há a concepção, ou quando a criança nasce? Para mim, a vida começa na concepção. Se a vida começa na concepção eu não tenho direito de tirar a vida de ninguém. Sou contra o aborto, é minha posição pessoal'', respondeu Garotinho. Ele não quis adiantar, no entanto, se vetaria o projeto de lei que tramita no Congresso para a legalização do aborto em algumas circunstâncias.
Garotinho comentou que é contra a pena de morte, que não tem ainda uma opinião concreta sobre a redução da maioridade penal e que o papel das Forças Armadas é cuidar da soberania do País e não de polícia. ''A redução da maioridade penal precisa ser debatida. Porque o garoto de 16 anos de hoje não é mais o de há muitos anos'', disse. Na opinião dele, o governo de FHC ''humilhou as Forças Armadas''.
O presidenciável do PSB prometeu diminuir as alíquotas dos impostos e aumentar a base de cobrança. Ele também afirmou que vai extinguir a CPMF, se for eleito, ao falar sobre reforma tributária. ''Vou acabar com a aberração da CPMF, o Brasil é um caso raro de ter imposto de imposto. É um escândalo'', criticou.


